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Indicadores sobre pobreza: dados europeus e nacionais

Data: Dez, 20 2016
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SUMÁRIO EXECUTIVO

Este documento reúne a última informação estatística a nível europeu e nacional, centrando-se nas problemáticas essenciais sobre as quais a EAPN Portugal intervém. Verifica-se uma ligeira melhoria em alguns indicadores nacionais em 2015: taxa de risco de pobreza e exclusão social, taxa de privação material e privação material severa, taxa de intensidade laboral reduzida, taxa de desemprego, excetuando a taxa de pobreza que se manteve estável nos19.5%.

Dos dados recolhidos ressalta:

•    Segundo os últimos dados do Eurostat em 2015, estima-se que existiam na UE28 cerca de 118.759 milhões de pessoas em situação de pobreza e de exclusão social (23.7% do total da população). Em Portugal essa percentagem foi de 26.6%.
•    São as mulheres que se encontram em maior risco de pobreza e exclusão social (24.4%e), por comparação aos homens (23.0%e ). Em Portugal são também as mulheres que se encontram em maior risco de pobreza e exclusão social (27.3%), por comparação aos homens (25.9%).
•    Em 2015 (UE28), 30.8% das pessoas com idades compreendidas entre os 16 e os 24 anos encontravam-se em maior risco de pobreza e de exclusão social, logo seguidas pelo grupo das crianças, com idades até aos 16 anos, com 26.6%e. O risco de pobreza e exclusão social para o grupo das pessoas com 55 ou mais anos foi de 20.7%.
•    Em 2015, 17.3% da população da UE encontrava-se em risco de pobreza na UE28; 8.1%e da população da UE encontrava-se em condições de privação material severa; 10.5%e da população com idade entre os 0-59 anos vivia em agregados onde os adultos trabalhavam menos de 20% do seu potencial de trabalho total no ano anterior (baixa intensidade de trabalho).
•    Em 2015, a taxa de emprego para a população com idades entre os 20 e os 64 anos, subiu na UE para 70.1%. No caso dos homens a taxa de emprego foi em 2015 de 75.9% (mais elevada quando comparada com 2014) e no caso das mulheres a taxa foi de 64.3%.
•    Em 2014 as disparidades salariais entre homens e mulheres situou-se em 16.1% na UE. Em 2014, 1 em cada 5 mulheres na UE (20.0%) com idades entre os 25-49 e sem crianças a cargo trabalhavam em part-time. A disparidade aumenta com o aumento dos filhos a cargo, ou seja, quase metade das mulheres (45.1%) com pelo menos três crianças estavam a trabalhar em part-time, comparando com 7.0% dos homens na mesma situação.
•    Em Agosto de 2016 a taxa de desemprego para a Zona Euro (EA19) foi de 10.1%; para a UE28 foi de 8.6% e para Portugal de 11.0%.
•    Em agosto de 2016 a taxa de desemprego jovem foi de 20.7% para a EA19 e de 18.6% para a UE28. Para Portugal essa taxa foi de 27.9%
•    A taxa de trabalhadores pobres foi estimada em 9.5% em 2015 para a UE28. Para a Zona Euro (EA19) a taxa foi de 9.5% também em 2015. Em Portugal essa taxa foi de 10.9%.
•    Segundo o Eurostat a taxa de jovens NEET para a UE28 foi em 2015 de 12.0%; para a Zona Euro (EA19) de 12.2% e para Portugal de 11.3%.
•    O Índice de Fertilidade na UE aumentou de 1.46 em 2001 para 1.58 em 2014. Em termos de países, Portugal apresenta um índice de 1.23 (estimativa para 2014) e, no polo oposto, a França lidera com um índice de 2.0 (2014).
•    O Índice de dependência dos idosos foi em Janeiro de 2015 de 28.8% para a UE28. Portugal registava um índice de 31.1%.
•    Uma em 20 pessoas que vivem na UE tem 80 ou mais anos. A esperança de vida aos 80 aumentou de 8.4 anos em 2004 para 9.5 anos em 2014. Em Portugal assistiu-se também a um aumento entre 8.2 em 2004 para 9.2 em 2014.
•    Durante o segundo trimestre de 2016 (de abril a junho 2016), 305 715 requerentes de asilo solicitaram, pela primeira vez, proteção internacional nos Estados Membros da UE (mais 6% do que no 1º trimestre).
•    No que diz respeito aos dados do INE, em 2015, 19.0% das pessoas estavam em risco de pobreza, valor que diminuiu ligeiramente relativamente ao ano anterior.
•    Tendo por base a linha de pobreza ancorada no tempo, a taxa de risco pobreza em Portugal, em 2015, seria de 21.8%, descendo relativamente ao ano anterior.
•    Em 2015, a taxa de risco de pobreza para a população idosa foi de 18.3%, superior em 1.3 p.p. ao valor registado em 2014 (17.0%).
•    Desde 2007, as crianças apresentam-se como o grupo etário com maior vulnerabilidade à pobreza e desde 2003 que a taxa de risco de pobreza junto das crianças permanece superior a 20%. Em 2015 registou 22.4%, verificando-se uma descida relativamente a 2014 (24.8%).
•    Em 2015, 21.0% dos agregados familiares com crianças dependentes estavam em risco de pobreza, enquanto esta taxa era de 16.8% para agregados sem crianças dependentes.
•    Em 2015, em Portugal, 10.9% dos trabalhadores encontravam-se em situação de vulnerabilidade à pobreza. É importante sublinhar que, em 2015, 42% dos desempregados e 31.2% dos “outros inativos” estavam em risco de pobreza. Relativamente à população reformada, assistiu-se a um novo aumento em 2015 para 16.0% (em 2014 foi 14.4%).
•    Os resultados do INE indicam para 2015 uma taxa de intensidade de pobreza de 26.6%, tendo revelado uma descida relativamente a 2014 (29.0%).
•    Segundo dados do INE, em 2015, 20% da população com maior rendimento recebia aproximadamente 5.9 vezes o rendimento dos 20% da população com o rendimento mais baixo.
•    Em Portugal, em 2016, 19.5% da população encontrava-se em situação de privação material e 8.4% em situação de privação material severa.
•    Em 2015, 9.1% das pessoas com menos de 60 anos encontravam-se em agregados familiares com uma intensidade laboral per capita muito reduzida. Este valor diminuiu face ao ano anterior (10.9%).
•    Taxa de emprego (%) da população residente com idade entre 15 e 74 anos era em agosto de 2016 de 58.8%.
•    Segundo o destaque do INE a estimativa definitiva da taxa de desemprego de julho de 2016 situou-se em 10,9%.
•    Em Portugal, em agosto de 2016, existiam 98 043 famílias e 217 862 beneficiários com processamento de rendimento social de inserção (RSI); No mesmo mês 159 931 de pessoas beneficiavam do CSI.


Documento disponível para download no ficheiro em anexo.

Anexos