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"Ninguém vive demais. Uma vida é um momento"

[Nesta publicação, editada em dezembro de 2012, a EAPN Portugal procurou] recolher um conjunto de testemunhos, ou melhor, percursos de vida de pessoas que, nas mais diversas áreas, e nos diversos âmbitos, quer nacional, quer local, contribuem para a sociedade portuguesa, contribuem para o bem-estar das pessoas com quem interagem e são um exemplo de que a idade não tem limites, mas que pode ser alvo de limitações impostas pela própria sociedade. São histórias de vida que revelam que envelhecer, ativamente, é um processo sem data de início, de contínuo olhar para o bem-estar do indivíduo, em termos pessoais, mas também em termos sociais.  podemos, em termos individuais ir preparando a nossa vida, o nosso corpo e mente para o avançar da idade. Mas é fundamental que a própria sociedade crie condições e oportunidades para promover essa qualidade de vida e potenciar todos os recursos e experiências que cada indivíduo possui e desenvolveu ao longo da sua vida.



Nestes testemunhos recorremos à fotografia, pois é fundamental dar um rosto que quebre a imagem, ainda estereotipada, que existe relativamente às pessoas idosas. Se olharmos para a Capa parece uma contradição esta afirmação, mas na verdade, se olharmos bem vemos que ficam para trás, na sombra, aqueles que não querem continuar a caminhar. Falar em pessoas idosas não é sinónimo de paragem no tempo, de fim de linha, e esta mensagem precisa de ser passada.



Depois recorremos à voz, através da realização de um conjunto de entrevistas, aqui traduzidas em texto na primeira pessoa, para demonstrar o poder das palavras e as histórias que elas são capazes de nos contar e a importância da sua participação ao nível da sociedade.



No seguimento da nossa missão não quisemos deixar de aliar todo este trabalho a uma campanha que alertasse para o papel que as pessoas idosas assumem, quer em termos sociais, quer em termos económicos, e para a importância crucial do combate à pobreza e exclusão social no atual contexto socioeconómico. As pessoas idosas são dos grupos mais vulneráveis à pobreza e à exclusão, o que é reflexo de percursos também eles desfavorecidos, que têm tendência para se agravarem à medida que as pessoas vão envelhecendo e que contribuem para a construção de uma imagem negativa destas pessoas.



Testemuhos de:

Acácio Conde

Adriano Moreira

Ana Maria Braga da Cruz

António Barbedo Magalhães

Bonina Brandão

Eunice Muñoz

Ferreira da Costa

Manuel António Pina

Maria José Silva

Moniz Pereira



 

Esta edição encontra-se já esgotada.

Anexos